31 de março de 2010

Colisão de prótons do LHC

Cientistas brasileiros acompanham em SP colisão de prótons do LHC

Parte dos dados gerados pela experiência será processada no Brasil.
Pesquisadores querem confirmação das leis mais avançadas da física.

O choque violento de milhões de prótons que está ocorrendo no acelerador gigante de partículas LHC, na Europa, está sendo vigiado cuidadosamente por duas salas de controle no Brasil, instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os cientistas nacionais integram um grupo de 35 laboratórios que acompanha os experimentos do detector CMS – um dos quatro instalados dentro do acelerador. A máquina mede as propriedades dos estilhaços de prótons que se espalham após as colisões. Com eles, pesquisadores pretendem comprovar na prática as mais avançadas leis da física.

Foto: Iberê Thenório/G1

Participação brasileira

O professor Sérgio Novaes, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, conta que essa partícula não irá aparecer de repente, mostrada em um dos monitores do seu laboratório. “Depois das colisões, os dados são enviados e analisados pelas instituições participantes”, explica.
É aí que entra a contribuição da Unesp para o experimento. A universidade tem uma rede de computadores que irá processar parte da massa de dados gerada durante as centenas de milhares de colisões de prótons que começaram a ocorrer a cada segundo dentro do LHC.
De acordo com Novaes, nos próximos 18 meses a máquina instalada no subsolo europeu deverá gerar um exabyte de informação. Esse número corresponde a um trilhão de gigabytes. Para armazenar tanta informação seriam necessários cerca de cinco milhões de computadores domésticos.

Foto: CMS/Reprodução

Imagem gerada pelo detector CMS mostra partículas se espalhando após colisão de prótons. Para conseguir estilhaçá-los, o LHC acelera feixes de prótons no vácuo a uma velocidade próxima à da luz. Como 'pista de corrida' usa-se um túnel subterrâneo de 27 km de diâmetro onde a temperatura é de -271°C. (Foto: CMS/Reprodução)

“Eventos que mostram o bóson de Higgs são muito raros, por isso é necessário gerar muitos dados, repetir muitas vezes o experimento para ter segurança do que está ocorrendo”, esclarece o físico Sérgio Lietti, do Núcleo de Computação Científica da Unesp.

Fonte: G1

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